25 de agosto, 3ª feira, 21ª Semana do Tempo Comum
Orientações gerais para preparar-se para a Leitura orante da Palavra:
- Escolha um lugar apropriado para a oração e uma posição corporal que mais lhe ajude. Desligue o celular e cuide para não ser interrompido(a).
- A ambientação ajuda a rezar: disponha no espaço uma vela e a Bíblia.
- Pacifique-se através do silêncio interior e exterior. Para isso, ajuda respirar profundamente várias vezes, de maneira pausada. Talvez uma música ambiente bem baixinha ajude a criar um clima de oração. Faça o sinal da Cruz.
- Tome consciência de que você está acolhendo a presença de Deus como amigo; invoque sempre o Espírito Santo para que ele te conduza nos passos da Palavra.
- Permita que o evangelho de hoje ilumine o seu dia e provoque em você uma busca sincera e constante de Deus.
Leia o evangelho de Mt 23,23-26
Leitura: O que o texto diz?
No Evangelho de hoje, Jesus, que se encontra em Jerusalém, discute com os escribas e fariseus sobre a forma de trabalhar com a Lei. Faz uma crítica severa sobre as explicações que eles dão para a comunidade, muitas vezes causando mais opressão do que liberdade.
Meditação: O que o texto me diz?
Os escribas e fariseus, em sua maioria, não eram considerados autoridades do Templo. Eram leigos responsáveis pelos esclarecimentos da Lei às comunidades, indo nas sinagogas e nas escolas para explicá-las. O povo simples da época, por temor ou respeito a Deus, se entregava aos comandos de seus líderes. A prática da Justiça, do direito e da misericórdia eram negligenciadas a eles. O que, infelizmente, não difere do nosso tempo: mentiras, injustiças, violências e explorações das pessoas mais simples são praticadas pelos que se encontram no poder. As palavras de Jesus foram duras. Ele aponta com detalhes o que os mestres da lei e os fariseus praticam, e ao mesmo tempo exorta-os a uma profunda conversão interior.
Oração: O que o texto me faz dizer?
Peça ao Senhor para que seja capaz de viver na justiça e no amor, trabalhando para a construção do Reino. Peça ao Senhor pela paz no mundo, pelas vítimas das guerras e da fome que assola vários lugares do mundo.
Contemplação: O que o texto faz em mim?
Você tem vivido uma fé superficial focada somente nas práticas devocionais e esquecido aquilo que é essencial como o amor, a justiça e a misericórdia? Consegue identificar alguma atitude de hipocrisia que precisa ser mudada para testemunhar uma fé autêntica e comprometida com o Reino de Deus?
Ação: O que eu posso fazer a partir do texto?
“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagai o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como o direito, a misericórdia e a fidelidade”, diz Jesus. A lei é dom de Deus a seu povo. Ela é dada por Deus para proteger a vida de tal modo que o povo não volte a cair em nenhum tipo de escravidão ou exploração. Não se pode aceitar uma prática da lei que prescinda da misericórdia e do amor. Para o fiel, a lei visa proteger a vida, o que o obriga a agir para o bem e a defesa da vida. A música Apelo, de Flávio Irala e Francisco Esvael, diz assim:
A Tu que ouves o apelo do teu povo
Vem, renova em nós o teu poder.
Para que sejamos construtores
De um novo dia, um novo amanhecer
Que a justiça esteja em nós presente,
E o amor seja feito uma canção,
Nascida no meio de tua gente
Que caminha em busca da libertação.